Jardinagem

Guardiões de árvores frutíferas

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Guardiões de árvores frutíferas há muito servem como cães de guarda e protetores das árvores que dão seus frutos. Mas, de acordo com um novo estudo em Proceedings of the National Academy of Sciences, a população humana também se beneficia da defesa baseada em árvores – especialmente quando suas folhas contêm compostos que inibem patógenos.

A capacidade das plantas de produzir produtos químicos que interferem com uma ampla gama de fungos, bactérias e vírus remonta a centenas de milhões de anos. As árvores produzem esses compostos em tecidos especializados chamados xilema secundário lignificado, que são protegidos de insetos e micróbios por uma camada de celulose. Quando foi descrita pela primeira vez em plantas, a propriedade de produzir lignina foi chamada de "resistência à decomposição", porque os produtos químicos liberados pelo material vegetal em decomposição tornam outros organismos mais resistentes a ela. "Eles estão protegendo seus próprios tecidos", diz o principal autor Kevin Verstreken, patologista de plantas da Universidade de Ghent, na Bélgica. Mas não é isso que as pessoas realmente querem saber. Em vez disso, eles querem saber como os produtos químicos produzidos por esses tecidos lignificados também estão ajudando a matar organismos causadores de doenças.

Para testar essa ideia, a equipe de pesquisa de Verstreken começou com maçãs, cerejas e bagas. Eles coletaram amostras de folhas, cascas e tecidos do xilema, depois isolaram os produtos químicos deles e examinaram se eles poderiam inibir bactérias e fungos que causam problemas em pomares e jardins. A equipe descobriu que, de fato, todos os diferentes tecidos vegetais produziam compostos que eram tóxicos para os patógenos.

Mas eles também descobriram que os produtos químicos específicos – ou seja, flavonóides, a principal classe de produtos químicos vegetais associados aos benefícios para a saúde de frutas e vegetais – que protegem as árvores de patógenos, parecem não ter efeitos semelhantes em humanos. "Portanto, a ideia de que as plantas estão envenenando nossa comida é simplesmente errada", diz Verstreken, que considera esse o caso mais óbvio em seu campo em que o mecanismo de proteção de plantas teria que ser ativado para causar doenças em humanos.

O time


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